I saudades em alemão

Exemplos de uso para 'saudade' em alemão Essas frases provêm de fontes externas e podem ser imprecisas. bab.la não é responsável por esse conteúdo. Portuguese Christiane Pohle mostra-os como indivíduos do jet set, que de repente descobrem que têm saudade do aconchego dos seus lares distantes. Lernen Sie die Übersetzung für 'saudade' in LEOs Português ⇔ Alemão Wörterbuch. Mit Flexionstabellen der verschiedenen Fälle und Zeiten Aussprache und relevante Diskussionen Kostenloser Vokabeltrainer Esta é a lição de Alemão 3 sobre o plural e os idiomas. Esta página contém exemplos de: vocabulário, gramática e frases. Você precisará de 30 minutos para terminar este curso. Se você quiser ouvir a pronúncia de uma palavra, por favor clique no ícone do áudio. 1) Em alemão existe, sim, uma palavra para 'saudade' (Sehnsucht) [Aceita, que dói menos heheh] só que ela também tem o sentido de 'anseio, ânsia' quando se referir a acontecimentos futuros. Contudo os alemães sabem o que é 'saudade'. Tradução de 'saudades' e muitas outras traduções em alemão no dicionário de português-alemão. “Saudades em alemão não existe, aliás não existe em mais nenhuma língua, só em português!” Talvez você já tenha ouvido ou lido algo parecido com isso, mas hoje vamos desmistificar a ideia de que a palavra saudade só existe em nosso idioma pois isso não é verdade! Temos logo de cara aqui alguns exemplos em alemão que você pode ... saudade tradução no dicionário português - alemão em Glosbe, dicionário on-line, de graça. Procurar milions palavras e frases em todos os idiomas. Esta seção contém 400 das frases mais utilizadas em Alemão. Isso deverá ajudar você a melhorar as suas habilidades de conversação, leitura e escrita. Explorar a lista completa facilitará quando você quiser iniciar uma conversa, e entender o que está sendo dito para você. Esta é a página 1. Como dizer saudade s ? Confira três maneiras de se falar estou com saudade s de você , estou sentindo a sua falta , sinto a sua falta , estou sentindo saudade s de você . Como é que se diz isso em alemão? Entre dicas de gramática, pronúncia, vocabulá.. Os Prêmios Rotários de Liderança Juvenil são klockrent em sueco, genial em francês, khush em hindi, verruklik em africâner, saudades em português, enestaende em norueguês, nezabudnutelne em tcheco, e ich liebe dich RYLA em alemão.

[AMA] Após quatro anos nos arredores de Zurich, acabei de sair da Suíça.

2020.06.28 23:21 MAD-PT [AMA] Após quatro anos nos arredores de Zurich, acabei de sair da Suíça.

Boas pessoal,
Visto que já fiz vários comentários sobre a minha estadia na Suíça e tive várias pessoas a enviarem-me mensagens com várias perguntas, decidi criar um AMA (Ask Me Anything) / Pergunte-me Qualquer Coisa.
Muito do que vou escrever já escrevi noutros posts/mensagens e é com base na minha ou na experiência de pessoas conhecidas/amigas. Acredito que nem toda a gente tenha passado pelo mesmo que eu passei por isso convido a todos os que vivem / já viveram na Suíça a partilharem a vossa experiência e darem os vossos conselhos.
Espero que isto ajude a todos os que estejam a ponderar mudar-se para a Suíça e aos que chegaram há pouco tempo. Estejam à vontade para perguntar o que quiserem.
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Pequena intro:

Despesas:

Troques e dicas:

Como é viver na Suíça:

Coisas que me aconteceram (e a conhecidos meus):
TL;DR;
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2020.06.27 00:41 RafaelaVieiraa O dia que eu GANHEI UM INTERCÂMBIO e quase REJEITEI


Olá Luba, editores, gatas e caros leitores do reddit. Meu nome é Rafaela e hoje venho contar-lhes a história do dia mais desesperador da minha vida: quando eu quase perdi um intercâmbio de GRAÇA pra Alemanha.
Tudo começou numa bela manhã no nono ano de 2019, durante a aula de alemão (minha escola é de origem alemã, então temos esse componente curricular), e como todos os anos, nossa escola escolhe um aluno para concorrer a um intercâmbio pago pela rede de escolas alemãs aqui do sul (sim, sou gaúcha). Chegou o dia de nossa professora descobrir os interessados. Ela pediu que escrevêssemos nossos nomes e porque gostaríamos de ir pra Alemanha. Algumas pessoas estavam escrevendo seus nomes. No geral, pessoas que estudavam alemão desde o primeiro ano (obs.: as turmas de idiomas eram separadas por níveis A, B e C, sendo o A avançado. Como entrei na escola no sexto ano, entrei no nível C sem saber falar nada, mas a cada ano fui subindo meu nível até chegar no A). Pensei que provavelmente não iria ser escolhida, afinal, tinha apenas poucos anos de estudo da língua. No começo, apenas ignorei. Pois afinal, em janeiro de 2020 teoricamente eu participaria do intercâmbio de inverno no Canadá (mesma época do intercâmbio da Alemanha).
Quando a professora estava quase recolhendo os papeizinhos, algo em mim disse pra tentar. Arranquei uma folha aleatória do caderno e escrevi rápido meu nome e o motivo de querer ir. Algumas semanas se passaram e eu já havia até esquecido, até que durante a aula de geografia um professor aparece dizendo que o DIRETOR queria falar comigo. Gelei. Afinal, nunca nem ao menos fui tirada da sala.
Ao chegar lá, me deparo com o diretor e a coordenadora sentados em poltronas e pedindo para eu me sentar no sofá em frente a eles. "Parabéns, você foi escolhida pra seleção da Alemanha" - disse o diretor - "Tu vai passar por uma entrevista pra ser uma das 5 pessoas escolhidas [...]. Tu aceitas?"
Nesse momento só uma coisa me veio à cabeça: meu intercâmbio do Canadá. Eu acabei dizendo não e a cara do diretor foi tipo '----'
Ele disse meio chocado que tudo bem então e expliquei meus motivos e tals (muito burra eu)
Volto pra sala e minha professora de alemão vem falar comigo quase tendo um troço por eu ter rejeitado a oportunidade da minha vida. Me flagrei da merda que eu fiz e entrei em desespero. Tentei ligar pra minha mãe, mas ela não atendia. Fui falar então com a minha professora a qual considero minha segunda mãe. Eu tava chorando desesperadamente, mas ela me abraçou, me acalmou, disse pra ir falar com o diretor de novo e dizer que eu me flagrei a bosta que eu fiz e que eu simplesmente poderia fazer o intercâmbio do Canadá no outro ano (sério, muito burra MESMO eu).
Aos prantos pedi pra secretária pra falar com o diretor, só que em questão de minutos ele já tava numa reunião, mas que no final da manhã eu poderia ir à sala dele. Dito e feito. Retornei à sala dele umas 11 da manhã dizendo que eu simplesmente não poderia perder essa oportunidade e que eu aceitava com toda a honra (pedi desculpas por ter negado antes, claro). Ele aceitou e eu fui pra entrevista algumas semanas depois.
Moral da história: Se uma oportunidade dessas surgir, AGARREM ela na primeira chance. Eu fui sortuda de o diretor ter me aceitado de volta. Aprendi muito bem a lição.
Observação: No fim, eu fui selecionada e de fato ganhei a viagem pra Alemanha junto com outros 4 alunos de outras escolas. Foi um dos melhores meses da minha vida e tenho muita saudades das aventuras que vivi e da história que eu respirava diariamente (eu fiquei em Berlim).
Enfim, é isso. Se quiser, conto o resto da história da minha seleção e alguns relatos de episódios que vivi lá na Deutschland.
Beijos, <3
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2020.04.09 03:42 anroroco O TEMPO, ESSA ESPIRAL ETERNA

Todo trabalhador em São Paulo, encarando horas de lotação e baldeação, tem um quê de filósofo, quanto mais não seja pela força do observar pelas janelas sujas do ônibus. Eu também me classifico assim, e portanto, dia desses, eu estava olhando e pensando, humildemente pensando, nos rumos que as vidas tomam nesse nosso país, mundo, plano de realidade, tudo isso num também humilde busão. O que, incidentalmente, talvez seja um dos melhores lugares para divagar; na melhor das hipóteses, é uma distração daquele cansaço absurdo pré-trabalho que acomete a todos nós, trabalhadores, que saímos nas horas mortas da manhã, quando o dia não acordou ainda. O ócio criativo de 40 minutos a uma hora, ou quanto tempo tenhamos antes de chegar aos trabalhos.
Mas eu falava dos meus pensamentos específicos naquela manhã, e eles todos apontaram para uma direção: aprendizado, essa palavra-tudo. Olhamos nossa vida, pensamos nos rumos que tomamos, e sempre em alguns pontos vemos os velhos erros e acertos, repetindo-se, tal como marcos desgastados de rumos já trilhados. E se assim for, será que estamos seguindo em frente, ou andando em círculos? Não tenho respostas: também eu tenho meus marcos errados pelos quais sempre passo, e nos quais sempre paro e reflito, ou me angustio, dependendo do que vejo.
Mas pensando nisso, surgem à mente uma série de outras reflexões, embaladas pelo sacolejar do velho ônibus .E se os velhos marcos, e os caminhos espiralados, forem verdadeiros tanto para o indivíduo quanto para a vida humana em geral? E se, assim como cada pessoa, a humanidade como um todo também escolha ignorar seus erros,e seguir em círculos, mudando apenas a forma como anda? Longe de mim tornar este pequeno texto um grande debate, até porque nem me refiro exatamente à política. Contudo, por vezes olho para as décadas passadas com minhas lentes de historiador ocioso, e observo seus filmes, canções, obras.... e não posso deixar de pensar que elas estão tentando me dizer algo ali, como que um clamor de atenção, talvez. Muito se fala do zeitgeist, o jeito alemão de se falar do espírito do tempo que define gerações em cada época. Talvez as obras de arte estejam ali como reflexos destas épocas, ecos translúcidos dos obstáculos, sentimentos, inspirações e aspirações de cada período. Talvez as nossas saudades de um tempo que não vivemos, seja porque vemos nestas fantasmagorias um reflexo de nossas barreiras físicas e emocionais, uma razão para nossas lágrimas enterrada no passado.
Se assim for, se cada época tiver em si um reflexo do futuro, então não há avanço em absoluto, apenas caminhadas diferentes, joggings metafóricos em ritmos diferentes . E cada período humano perpassa pelos mesmos erros de antes, apenas com mais tecnologia, ou talvez as repetições sejam propositais, e na verdade seguir em frente seja menos uma consequência e mais uma decisão, em grupo ou individual. A História como uma peça de teatro, casa cheia, toda noite de um século.
Eis um pensamento intrigante. Vou ter que deixar um espaço mental na volta do trabalho, ou talvez na hora do almoço.
submitted by anroroco to literatura [link] [comments]


2020.01.31 20:20 DoomMortal Propaganda em Portugal (Um país de Migração ?)

Boa tarde a todos.
Eu queria começar aqui um grande debate entre os portugueses sobre a minha opinião para saber se os portugueses aqui pensam a mesma coisa e
se os portugueses têm a mesma consciência de certas problemas que eu vejo em relação a política, informação e migração.
Por favor leiam o artigo ate ao fim. E vejam tambem os links externos. Eu prometo que vale a pena para mim e para voces.
Primeiro eu quero pedir já desculpa se a minha ortografia ou gramatika não esta, cem por cento.
Para entender o meu texto ou a minha motivação melhor, aqui umas informações sobre mim.
Eu sou de nacionalidade portuguesa e vivo dês de eu nascer em 1989 na Alemanha.
Sou filho de pais portugueses. O meu pai emigrou para a Alemanha em 1969. A minha mãe casou em 1989 e emigrou também para a Alemanha.
Por isso eu digo já de início que eu sei muito bem o que significa no exemplo do meu pai deixar tudo para trás para encontrar trabalho e uma vida melhor noutro pais.
Num paisque não sabe falar a língua. Que tinha de trabalhar no duro e sujo ate a reforma porque não tinha outra qualificação.
Ariscando a sua saúde e trabalhar horas extraspara ter uma vida melhor e dar uma vida melhor aos seus filhos. Mas eu também entendo e tenho de respeitar que há cidadãos nos seus países que não querem essa forma de migração. Isto não e racista nem xenofobia isto e democracia.
O que eu noto aqui na Alemanha e que o debate aqui esta intoxicado ou emocionado. Se chagar a houver um debate.
Os esquerdos argumentam de forma moral e os da direita argumentam de forma racional sem moralidade nenhuma.
Há uma grande separação dês da crise dos refugiados nesta sociedade alma que divide famílias, amigos e mesmo os partidos políticos em si.

Também vejo televisão portuguesa. E vejo também o que esta passando aqui, passa também no programa televisivo português.
Jornalistas e apresentadores argumentam de forma moral. Não há critica, nem na televisão nem nos jornais virtuais.
E sempre uma argumentação moral, de cima para baixo. Parece me que existe um esquecimento histórico e não há racionalidade nenhuma.
Há coisas que não tenham de ver com outras coisas.

Há pessoas perdendo o trabalho por denúncias por serem racistas ou xenofobias, ou são ameaçados por simplesmente serem de outra opinião.
Eu acho que isto esta, errado.
Esta separação esquerda contra direita e entendida. Nós precisamos unir a moralidade e a racionalidade. E por isso eu escrevo este texto.

Eu acho que em Portugal e em especial nos media portugueses(e igual se for privado ou publico), e nem só em Portugal
estão publicando informações descontextualizadas, fragmentadas.
Por isso e que há o debate dos fake news.
Porque há pessoas que descobriram que há alguma coisa ou coisas que não batem certas.

Aqui na Alemanha há uma grande perca de confiança nos jornais e na televisão pública.
Eu queria já que eu não connheco bem os media portugueses todos, se há media alternativos aonde vocês se informam ?

Aqui vai uma cronologia e analise histórica do meu ponto de vista dês de 2012/2013 ate hoje.
A minha tese e "A crise dos refugiados. Uma história cheia de mentiras no exemplo da Síria"
Digam se sabem ou não sabiam de estes eventos.

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Tudo começou a partir de 11 de setembro de 2001 A agenda para derrotar 7 países em 5 anos. Como o general dos Estados Unidos Wesley Clark disse numa entrevista. Aqui o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=c4Y2TPSra4Y

Mas eu vou passar a guerra do Afeganistão, Iraque e Líbia e vamos diretamente para guerra da Síria.

Guerra na Síria:
Todos pensaram que havia uma grande revolução por parte da população da Síria. A Primavera Árabe. Quem não se lembra.

Esta guerra civil começou em 2011 e persiste. Como a RTP e outras estações televisivas documentaram essa guerra? Depois da guerra em Líbia e o começo da guerra na Síria parece me que eu tinha já um dejavu. E um ditador o Bashar-Al-Assad. O próximo ditador como foi o Putin e o Gadaffi. Matam o povo. Mesmo a RTP, uma estação que e paga para por os contribuintes faz propaganda. O mesmo narrativo de todos.

Como isso pode ser? Não há investigação nenhuma? Quem tem interesses? De aonde são as armas e o dinheiro para continuar uma guerra por esses anos todos ? Nada. Eu ainda achei que só contar o que se passa não e propaganda. Mas com a crise de Venezuela, eu hoje tenho outra opinião. Depois em 2017 uma grande bomba!!!!!
Nem eu cheguei ouvir a bomba. Só em 2019 eu dei notícia. Quase ninguem ouviu nem escreveu sobre essa bomba internacional. Onde estão os jornalistas. Tanta gente formada de jornalistas a espera de sensações para fazerem um euro. Trabalham dia e de noite. Recebem prémios por serem melhor jornalistas. NINGUÉM. Nem em jornais nem na televisão pública ou privado. Silencio.
Os Estados Unidos revelam um programa administrado pela CIA para fornecimento de dinheiro, armas e treino de forcas "rebeldes" (Al -Quada e o Estado Islamico) para combate de Bashar al-Assad. O programa chama-se Timber Sycamore.
https://en.wikipedia.org/wiki/Timber_Sycamore

O que muitos no estrangeiro e mesmo dentro da Alemanha não sabem que há uma base militar alma "Ramstein" de onde os Estados Unidos pilotam drones para matarem "Terroristas". Mas neste caso utilizaram a base para mandar armas e ajuda para terroristas na Síria. Aqui um artigo de num jornal alemão sobre esse tema.
https://translate.google.de/translate?hl=de&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.faz.net%2Faktuell%2Fpolitik%2Ffluechtlingskrise%2Fwie-der-fluechtlingsandrang-aus-syrien-ausgeloest-wurde-13900101.html
https://translate.google.de/translate?hl=de&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.faz.net%2Faktuell%2Fpolitik%2Ffluechtlingskrise%2Fwie-der-fluechtlingsandrang-aus-syrien-ausgeloest-wurde-13900101-p2.html

Alguém no Telejornal chegou a explicar ao povo que EUA estava fazendo.
Como e possível que uma pessoa como Jose Rodrigues dos Santos que e praticamente a cara do noticiário e quase todas as noites pisca o olho ao publico, que esses jornalistas não são capaz de ver o que esta a passar?

Guerra na Síria e observatório sírio de direitos humanos:
Durante a guerra da Síria houve uma fonte de onde todos os jornalistas recebiam informações como fotos e vídeos. Foi o "Observatório sírio de direitos humanos". Esse observatório e dirigido por uma pessoa que vive dês de 2010 no exílio em Londres e tem simpatias com a "Irmandade muçulmana". Porque que os jornais e a estacões televisivas tinham de recorrer a esse material que não se sabe de onde veio.
Qual e a credibilidade de essa pessoa ?
Aonde estão os correspondentes da RTP. Já não há investigação e nem dinheiro e vontade ?

Depois vieram do nada os capacetes amarelos. Paramédicos equipados com comerás ? Nas noticias da RTP com o título "Imagem de menino sírio associada aos capacetes brancos" a RTP transmite 1 por 1 as noticias falsas.
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/imagem-de-menino-sirio-associada-aos-capacetes-brancos_v941771
E a "RT Deutsch" que e um programa Russo que e dirigido a população almã, que dizem que e o nosso inimigo e que faz a investigação ? https://www.youtube.com/watch?v=cowLqWdycCE

Afinal eu ainda encontrei um artigo que critica isto em português: https://www.abrilabril.pt/internacional/falsa-fachada-dos-capacetes-brancos

Agora vem o evento central que mudou tudo. Foi o começo da crise dos refugiados. Crise ? Não. Isso foi intencional. https://translate.google.de/translate?hl=de&tab=wT1&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.faz.net%2Faktuell%2Fpolitik%2Ffluechtlingskrise%2Fwie-der-fluechtlingsandrang-aus-syrien-ausgeloest-wurde-13900101.html

Por causa dos cortes de dinheiros para os refugiados a UNHCR já não tinha dinheiro para alimentar tanta gente. Assim esta crise começou. Muita gente puseram-se em movimento para a Europa. Eu ainda me lembro quando tantos os refugiados chegaram a ilha de Lampedusa e ninguém se importava dos chefes dos estados da união europeia.

Eu quero dizer que isto tudo o que aconteceu são coisas que os nossos governos fizeram. E os nossos jornalistas e apresentadores tapam os culpados e apelam a humanidade para ajudar. Quem fez as guerras ? Quem não ajudou quando foi preciso? Quem se aproveitou dos refugiados/migrantes no passado e agora ?

Em Setembro 2015 chegaram os refugiados ou migrantes que vieram da Hungria a Áustria e Alemanha. Ainda hoje há um debate se a chancelar Angela Merkel deixou a fronteira aberta ou não. Porque a argumentação e que dentro de Schengen não há fronteiras. Porque isso e uma violação da lei porque os migrantes são obrigados a pedir asilo no primeiro pais que seja seguro.
As críticas dizem que Merkel violou a lei e que ela mandou o sinal a outros refugiados/migrantes que as portas estão abertas. E os outros dizem que e um ato humanitario.

Pacto Global para Migração:
Depois veio uma evento central que me assustou e preocupou no mesmo tempo. A assinatura do Pacto Global para Migração. Eu pensei: Isto não será um truque para legalizar a migração ilegal desde 2015? Já antes disto houve 21 petições que foram todas rejeitadas pela comissão de petição do Deutscher Bundestag.
https://translate.google.de/translate?hl=de&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.welt.de%2Fpolitik%2Fdeutschland%2Farticle184254452%2FUN-Migrationspakt-Bundestag-veroeffentlicht-doch-Petition-gegen-Abkommen.html

Mas perto da assinatura do pacto foi autorizado uma petição que atingiu em recorde as votações necessárias para ser debatida em frente da comissão de petição. Mas essa conferencia podia só já ser depois da assinatura do pacto.

De um lado dizem que o pacto não muda nada em relação a migração, que e só afirma que os estados cumprem os direitos humanos e com o objectivo de reduzir a emigração.
Os estados continuam a ter a sua soberania.
Por ou outro lado este pacto e considerado um "compromisso politicamente vinculativo" ("Nos comprometemos") que promove: (Exerto do pacto de Migração)

O pacto chega a ser numas declarações contraditorias. Nos últimos dois pontos o pacto diz que migração e uma coisa boa.
Aqui há uma fonte de criticas que e neste caso não pode haver vozes que criticam a migração nem hipoteticamente haja algum impacto negativo.
Mas aqui já vou dizer: Os nossos media já antes do pacto não forram diferentes.


Excerto media portugueses (Aqui umas vozes portuguesas que promovem a migração):
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Aqui ainda gravei uma politica que diz que migração e uma coisa boa:
https://youtu.be/sG_U8zyT3zs

Aqui esta uma parte que diz que Portugal e um pais de migração:
https://youtu.be/uq80Bl-MpAY

E aqui vai mais uma parte, que diz não há diferença entre refugiados e migrantes:
https://youtu.be/169G1mZD1hU

Mesmo o nosso presidente Marcelo Rebelo de Sousa diz que Portugal “é um país de migração”.
https://news.un.org/pt/story/2018/09/1639682


Situação hoje na Alemanha:
Há mais violência nas estradas. Há mais criminalidade nas estradas.
Há criminalidade com facas e violação de mulhares em grupos de migrantes.
O negocio de droga no parque em Berlim foi legalizada porque não conseguem combater.
Coisas que nunca vi na minha vida.
Quem e esta gente? De aonde são? Alguns fazem por deposito tirarem com os papeis para não serem expulsos do pais.
O que vocês viram nas noticias em 2017 que houve mulheres serem agredidas por "refugiados" em Colonia ("silvesternacht 2017 köln"), só foi uma parte.
Eu já vi reportagens no programa regular televisão a noite para ninguém da população alma ver, aonde mostraram pessoas que fizeram parte do Estado Islâmico pediram asilo na Alemanha ou conseguiram se esconder na Alemanha.
Há pessoas que imigraram para a Síria para combater no Estado Islâmico e agora regressam.
Não quero saber se Portugal já tem também o mesmo problema.
Isto não há controlo nenhum. Em vez de fazerem constróis a essa gente e ao contrario:
E o combate a "Fake News" o combate a extrema direita o que eu vejo na televisão.
Em Portugal tambem ja comecou esse combate:
https://youtu.be/niDghq0yg-4
https://mediaveritas.pt/?area=noticias&n=13
A AFD e o resultado de essa politica errada. O partido e estigmatizada medial e politicamente.
O que eu não compreendo porque em Portugal não há ainda um partido como esse.

Minha conclusão:
Eu estou a ver um plano por trás de isto.
Primeiro eram refugiados da Síria.
Depois foram refugiados por razoes económicas/climáticas
E agora e a migração porque as populações de Portugal/Europa estão descendo(Portugal envelhecendo) e nos precisámos mais pessoas para trabalhar
Outras razões saram: Promover diversidade (Multiculturalismo), Nos precisamos profissionais (gente formada)
Já o ultimo ponto alguém pensou o que se passa nos países de origem se gente formada sair colectivamente de esses países ?
Qual e o impacto para essa sociedade ? Estão destruindo esses países economicamente.

O que eu digo e que isto e uma grande propaganda medial e politica. Alguém já ouviu uma critica contra essa crisa migratória na TV ou Jornal?
O que eu sinto, e que há portugueses abandonar o pais porque não conseguem sustentar as suas famílias e são obrigados a abandonar o pais.
E depois por trás são capaz de acolher pessoas de outros países e pagarem formação, residência etc.
E um cuspo na cara de cada pessoa que abandonou o pais e esta com saudades um dia regressar a Portugal.
E uma exploração das pessoas laborar para pagar em fim menos de salário e exploração por parte da nossa elite humanitária para eles sentirem-se com a consciência tranquila.
E depois vem uma deputada no link acima a relatar que migração e uma coisa boa? Pensa que as pessoas gostam de abandonar o pais aonde sabem falar a língua aonde estão os seus amigos, familiares etc.?
Eu afirmo outra vez que eu não tenho nada contra emigrantes. Os emigrantes também são vitimas de isto tudo.
São os políticos corruptos, jornalistas e apresentadores que pensam que são melhores e humanitários depois da merda de trabalho que fizeram estes anos todos.
Por isso e que è o combate a "Fake news", por isso e que há um combate a extrema direita.
Eu não sou pessoa que comunique muito em comunidades. Eu gosto em ler e saber de todas as opiniões e igual se for direita ou esquerda.
Qual e a voca opinião. Como e a situação em Portugal? Aonde voces se informaam.
Estou muito curioso.
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2019.03.26 09:08 jwachowski Toda vez que digo adeus eu morro um pouco

Eu tinha acabado de pedir um martine para o garçom enquanto a banda de jazz tocava I loves You Porgy. Foi quando a avistei entrando pela porta do bar. Demorei a acreditar. Ela continuava linda. Cabelos cacheados ao natural. Já não usava mais aquelas cores extravagantes de quando estávamos na faculdade. Ela estava acompanhada mais não me ative a esse detalhe. Não me ative mais a nada depois que ela entrou naquele recinto.
— Nina! Nina!
— Joel? Nossa! O que você tá fazendo aqui em Berlim?
— Eu trabalho aqui. To fazendo um bico tocando sax nesse bar.
— Cara, que coincidência! — Ela sorria com seus olhos brilhantes enquanto o homem que a acompanhava resmungava algo em um alemão com sotaque do interior. Ela ainda usava a mesma cor de batom de quando estudávamos.
— Eu vou tocar agora mas se depois do expediente você quiser tomar alguma coisa pra gente conversar. — Perguntei em português rezando para que o o alemão que estava com ela não tivesse entendido.
— Pode ser. Me dá seu numero que eu te mando uma mensagem e a gente combina.
Subi ao palco e empunhei meu sax alto. Toquei I fall in love too easily do Chat Baker. Eu imaginava sua boca no lugar daquele instrumento frio e babado. Lembrando de tudo que renunciei para seguir meu coração. Lembrando todas as vezes que a vi mudar de namorado enquanto eu permanecia no caminho que eu escolhi. Senti meu o celular no meu bolso vibrar e quando acabei o solo e o tecladista entrou dei uma olhadinha no mensageiro e lá estava uma mensagem dela.
No dia seguinte nos encontramos no parque. De óculos escuros andávamos pela beira de um lago onde alguns patos nadavam tranquilamente.
— Tem sentido falta do Brasil? — Perguntei.
— Sim, mas as coisas lá estão muito difíceis. Talvez eu volte depois da fake war. Por enquanto meu nome está na lista vermelha do governo. Se eu voltar agora posso ser presa. Mas conta aí, como você veio parar aqui em Berlim? Eu achei que você fazia francês na faculdade.
— Sim, eu terminei fazendo francês. Mas como vim parar aqui é uma longa história.
— haha Joel e suas longas histórias.
— Verdade haha. Mas eu preciso confessar uma coisa. Eu aprendi Alemão por sua causa. — Ela enrubesceu suas bochechas rosadas. — Naquela época durante a graduação eu fui apaixonado por você durante anos.
— E agora não é mais?
— Se eu ainda fosse não estaria falando isso com você.
— Na verdade eu sempre soube disso. Você tem a alma transparente, Joel. Ontem no bar enquanto você tocava quase dava para ver e tocar o que você sentia. — Ela disse isso e tirou meus óculos escuros. — Seus olhos continuam com o mesma cara de cachorro magro.
— Haha! Você também continua com essas bochechas sardentas! Parecem um morango.
— Ah para de falar das minhas bochechas!
Coloquei meus óculos de sol novamente e continuamos andando pelo parque. Sentamos num banquinho gelado. Não falamos nada apesar da saudade de falar português. — Quando você volta para o Brasil? — Ela perguntou.
— Na segunda feira. — A BMW do Alemão Buzinou ao longe.
— Eu preciso ir. Foi muito bom te encontrar e conversar em português com alguém.
— Eu também curti.
— Antes de ir eu preciso perguntar… porque você nunca disse nada?
— Eu era besta, Nina. Tinha medo de tudo. A diferença é que hoje sou uma besta sem medo de parecer ridículo.
— Entendo haha. Então, boa sorte na sua viagem! — Ela me deu um abraço forte que deixou meu sobretudo empregnado com aquele perfume doce cor de violetas. Sentei novamente no banquinho e coloquei meu fone de ouvido. Na playlist tocava Every Time You Say Goodbye — Ella Fitzgerald enquanto os patos no lago acasalavam tranquilamente fazendo ondinhas pela água.
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2019.03.04 00:14 Manner1918 Nação Livre Brasileira

-Contexto: Estou escrevendo este livro por causa de um devaneio. Estou procurando criticas tanto positivas quanto negativas sobre esta escrita.Para ter um contexto geral antes da leitura, esse livro se passa em um mundo alternativo onde a Alemanha ganhou a Segunda Guerra Mundial, os nazistas também invadiram o Brasil e a tornaram em um estado fantoche a serviço da Alemanha.
Ainda não fiz nenhuma personagem no livro explicar sobre esse evento, ou como eles ganharam a guerra, mas já tenho as ideias principais anotadas em um caderno e tudo vai ser bem explicado. Se você tiver qualquer dúvida sobre o porque eu não dei muitos detalhes sobre qualquer coisa (a casa, as características de personagens, roupas, etc) é porque eu decidi não explicar no momento que a cena acontece, mas vou detalhando sobre tudo ao decorrer do livro.
-Importante: Só estou postando o primeiro capitulo do livro, apesar de ser mais de 3000 palavras. Já escrevi o inicio do segundo capitulo, mas está incompleto.Sinto muito por qualquer erro de português. E sinto muito por ser longo, mas vamos ao inicio do livro:


Eram cinco da manhã, Amélia tinha passado a noite acordada já que sua insônia tinha lhe mantida acordada novamente. Ela virava de um lado para outro na cama, agitava seu cabelo negro e liso que vinha até seus ombros, girava e apalpava seu travesseiro, tentando conseguir dormir ao mínimo alguns minutos. Mas foi tudo em vão e logo ela começava a pensar, enquanto desistia de culpar a sua cama pela insônia, pensava sobre como ela ainda não tinha um pingo de sono e enquanto olhava para o teto de seu quarto, pensava novamente em seus avós, como toda manhã, e como ela sentia saudades deles, de suas risadas, conselhos, puxadas de orelhas e, sobretudo, o cheiro do bolo de chocolate que seu avô fazia enquanto ela escutava as músicas que sua avó ouvia enquanto alimentava seus belíssimos pássaros. A sua avó adorava pássaros, e ela os tinha de todas as cores e espécies que ela poderia se lembrar, ela se lembrava do periquito azul, do canário amarelo, da calopsita cinza, da andorinha branca e um pássaro peculiar que parecia um pequeno pavão, da qual Amélia adorava como parte de sua família e até nomeará o pequeno pássaro como Fênix.
Os avós de Amélia tinham saído do país para viajar, isso de acordo com seus pais que tinham recebido uma carta no mês passado, na carta eles citam que iriam para um lugar muito longe e muito bonito, para Amélia, este lugar só poderia estar cheio de pássaros e bolos de chocolate. Mas, ao se tocar da realidade, ela cortou o seu sorriso da cara ao lembrar que eles nunca escreveram novamente, nem mesmo uma carta ou cartão postal. Ela pensava se tinha feito algo de errado antes deles partirem, talvez tenha sido o quadro do vovô que ela tinha derrubado ao brincar de astronauta no quarto de seus avós, ou talvez o vovô tenha ficado bravo com ela por ela derrubar o fermento, fazendo que o bolo do vovô não tenha crescido, ou poderia ter sido a gota d’água ela ter desligado a música da vovó acidentalmente em seu aniversário de seis anos. Ou talvez ela não era uma boa ouvinte dos conselhos, talvez ela nem merecesse os ouvir, ela não se sentia corajosa como sua avó, ou astuta como seu avô, pensando bem, ela não se sentia nem forte, nem observadora, ou dedicada, focada, e até mesmo inteligente como seus avós. Como toda manhã, ela pensava novamente em outro e novo motivo que poderia justificar a viajem e a não comunicação com ela por parte de seus avós, e hoje, ela pensava que poderia ser a sua gula, talvez se ela não tivesse pedido mais um pedaço de bolo no aniversário de oito anos, eles poderiam ter ficado.
Em todos estes pensamentos, ela notou que seus pais finalmente acordaram, na noite passada eles combinaram de acordar mais cedo para se arrumarem, ela se sentia sozinha com seus pensamentos a noite inteira por causa de sua insônia, ela vira para seu relógio de pilha que marcava seis em ponto, em breve ela teria que ir rapidamente a rua na frente de sua casa, precisando estar com cabelo e roupas arrumadas, e portando um sentimento de foco, força e determinação. Ela sentia dificuldade em todas as etapas, como iria arrumar o cabelo se ele sempre ficava mais alto na parte direita?, como iria arrumar a sua roupa, se ela se sentia desconfortável com a calça e o tênis verdes?, ela odiava os tênis verdes, como iria se levantar com foco, se quando levantava o sono lhe atacava com seus grilhões fortes? como iria sentir força se ela era tão magra em comparação aos seus pais e avós? E, como iria se sentir determinada, se ela deveria ser o motivo para seus avós partirem em uma viajem para outro país que parecia durar para sempre? As seis e quinze, o relógio despertava, ela conseguia ouvir o bairro inteiro se levantando em um pulo, ela queria ter essa força de vontade como os outros, principalmente a força de vontade de seu vizinho que ela nunca virá ficar triste ou desanimado, quem conseguia ficar animado de manhã? Ela pensava consigo mesma. Finalmente, seus pais batem na porta de seu quarto.
-Vamos logo Amélia, não se perca no horário novamente mocinha.
Dizia o seu pai, quase gritando. Ela tinha perdido o horário no dia anterior e enfureceu o seu pai e ela teve que ficar sem ler a parte do jornal que continha as tirinhas que ela adorava, do Capitão Hound, ela não queria perder mais um dia de suas aventuras no espaço. Levantando em seu ritmo e motivada pelas tirinhas que iria ler no fim do dia, pegou em seu armário as suas roupas e as vestiu sem ligar a luz de seu quarto, ela então olhava no espelho e tentava seu arrumar o máximo possível para não desapontar seus pais e finalmente sai do quarto e vai de encontro aos seus pais na sala de estar, ela via o seu pai terminando de se arrumar, ele tinha comprado uma gravata nova após tanto reclamar por falta de uma por quase um mês inteirinho, e reclamava por sempre estar passando vergonha na frente de seus vizinhos que tinham uma gravata nova quase toda semana, mas, dessa vez, ele iria impressionar com a gravata marrom escura de veludo nova, que combinava com seus cabelos e olhos castanhos, mas não tanto com a barba, pensava Amélia. Sua mãe estava otimista com seu cabelo, eles eram cacheados e escuros e todo dia pareciam ser diferentes após o banho e quase nunca à agradavam, mas hoje ela estava contente com o resultado que havia conseguido. O pai de Amélia checava em seu relógio de pulso a cada segundo para estar na rua de sua casa na hora certa, andava de um lado para outro em frente a porta, confiante com sua gravata de veludo.
-Eu sempre fico ansioso, não importa quantas vezes eu faça, ou quão pronto eu esteja, ou acho que esteja. Disse o pai de Amélia sem parar um segundo para respirar.
-Acho que nós já se acostumamos, a Amélia já está aqui e não irá cometer o erro de ontem, aquilo foi um show de horror. Sua mãe falava enquanto arrumava os seus brincos e olhando para a televisão em estática.
-Eu já pedi desculpas, eu só estava pensando no vovô e na vovó novamente e me atrasei, já chegou alguma carta deles mamãe? Amélia sempre tinha um pingo de esperança pela manhã, em que sua mãe lhe diria que havia chegado uma carta de seus avós.
-Já lhe disse para não comentar sobre seus avós, vamos deixar eles aproveitarem a viajem, também não podemos enviar cartas a eles, não sabemos o endereço correto e não podemos fica-
Enquanto sua mãe falava, seu pai a interrompe com um gesto de corte com a mão, e querendo desligar o assunto dos pais de sua esposa, que ele não gostava tanto por um motivo que Amélia não sabia.
-Pedir desculpas não adianta, o que move o nosso país e o mundo são ações, não palavras, você sabe muito bem mocinha, já lhe contamos essa história um milhão de vezes, não precisamos te falar o quão importante é que você sempre esteja na hora, esteja com foco, força e...
-Determinação. Completava Amélia a frase de seu pai com a cabeça baixa, olhando para os seus tênis verdes que tanto odiava.
-Agora, vamos continuar esperando a hora certa, a televisão já está no volume máximo, se o relógio não funcionar, temos a televi... – A fala de seu pai é cortada pelo despertador do relógio de pulso, mostrando que de fato eram sete horas da manhã, ele então desliga o despertador e abre a porta de sua casa com um grande sorriso no rosto, que, para ele mostrava sua força e determinação para continuar o dia e estar na hora exata todo dia seria uma grande demonstração de foco e ele se orgulhava nisso. Sua mãe acompanhou o marido enquanto puxava Amélia pelo ombro para lhe seguir, sua mãe sempre estava de cabeça erguida as sete da manhã, isto mostrava sua determinação, estar com sua filha mostrava o seu foco como mãe, já a sua força era refletida na saúde total de seu marido e sua filha. Amélia sentia que por conseguir levantar de manhã e não desmaiar de sono, era seu foco, aguentar seus pais com esses horários era sua força e, conseguir andar parecendo ridícula com aqueles tênis verdes, eram sua determinação.
Finalmente, os homens de cada casa começavam a elevar a bandeira nos mastros que todas as casas tinham exatamente alinhada, uma bandeira verde, amarela, com um círculo azul no meio e uma grande suástica branca com bordas pretas no meio desse círculo e dentro da suástica possuía em preto a frase “Foco, Força e Determinação”. Com a bandeira no topo, todos levantavam seus braços direitos em direção a bandeira e começavam a cantar o Hino da Nação Livre Brasileira.
Enquanto Amélia cantava o hino, acompanhando o ritmo do hino que estava sendo tocado na televisão da maioria das casas e nas rádios das outras casas, ela olhava ao seu redor, via que todos nunca tiravam os olhos da bandeira, não piscavam ou sequer moviam seus braços estendidos, e se questionava se ela também deveria estar sempre assim, mas ela não aguentava mais estar de pé cedo todos os dias, mesmo que sua insônia lhe mantivesse acordada a noite inteira. Ela olhava o seu vizinho que nunca virá ficar triste, um menino mais velho que Amélia, de cabelos curtos, lisos e loiros, chamado de Arthur Von Müller Hoff Braun, e ele, como toda sua família se orgulhava imensamente de ser totalmente alemão, o pai de Amélia tinha feito uma amizade quase duradoura com essa família. Já do outro lado da rua, ela via diversas crianças quase da mesma idade que ela, mas ela não tinha conhecimento de quase ninguém, ela tentava imaginar os nomes dessas crianças, do que elas gostavam de comer aos Sábados, se elas gostavam de bolo de chocolate, como deveria ser o quarto delas, imaginava se eles tinham uma televisão em casa ou um rádio, de quais desenhos eles mais gostavam, se eles eram alemães, ou italianos, japoneses ou brasileiros e, pensava também como os tênis de outras crianças eram incrivelmente mais legais do que os dela e ainda por cima, pareciam muito mais confortáveis do que os tênis verdes dela. No meio dessas famílias desconhecidas, ela via a sua única amiga da escola, uma menina de cabelos escuros e olhos claros, chamada de Rúbia, Amélia adorava esse nome, por achar muito diferente do que todos que já tinha ouvido na vida e, diferentemente das outras crianças, ela sabia quase tudo sobre Rúbia, começando pelo nome, o que ela gostava de comer aos Sábados, se ela tinha uma televisão, quais desenhos ela gostava e tudo mais. Rúbia não vinha de uma família muito rica, ela tinha exatamente tudo para ter uma boa vida, mas não tinham uma televisão, o que o pai de Amélia achava estranho e dizia que era algo que somente pessoas pobres e sem cultura não teriam uma televisão em casa, mas, a família de Rúbia tinha um rádio que precisava ser ligado em uma tomada, esse rádio não era um orgulho dos pais de Rúbia, mas Amélia achava o rádio incrível, por ser grande, quase do seu tamanho e não precisar comprar pilas quase toda semana, o que ela achava uma inconveniência enorme, além de ser muito bonito por ter um pedaço feito com couro de verdade, apesar de Amélia não saber exatamente de onde o couro vinha. Amélia tinha conhecido Rúbia após precisar de ajuda em História da Alemanha no segundo ano da escola, Rúbia ajudou Amélia em quase todos os aspectos da história alemã e ambas conseguiram notas máximas na última prova do ano escolar e, desde então, ficaram amigas para “todo mundo, para sempre e adiante”, como Amélia sempre dizia.
O hino tinha finalmente acabado, todas as famílias iam para dentro de casa após dobrar a bandeira, o pai de Amélia andava de peito estufado para que todos olhassem a sua gravata de veludo, enquanto ele ia retirar a bandeira para a hastear no próximo dia, já sua mãe foi em direção da família dos Von Müller para conseguir se atualizar nas conversas, já que no dia anterior não conseguiram conversar por causa do atraso de Amélia para cantar o hino nacional. Amélia estava ajudando o seu pai a retirar e dobrar a bandeira do Brasil.
-Filha, por favor, tente manter contato visual com a bandeira, você sabe que todo mundo faz isto.Dizia o seu pai quase sussurrando para Amélia.
-Eu... estava só olhando ao redor, a bandeira não ia sair dali pai. Você nunca fez isto quando criança?
-Se fiz, fui repreendido pelos meus pais, o mesmo que estou fazendo com você. Então eu espero que você siga o meu caminho e me obedeça. Amanhã olhe diretamente para a bandeira e não tire seus olhos dela, fui claro mocinha?
-Tudo bem pai, sinto muito. Disse Amélia com um tom deprimido, olhando novamente para seus tênis verdes. Ela imaginava se deveria contar ao seu pai que o tamanho que ele comprará estava errado, ou se ela deveria aguentar até o próximo ano, quando seu pai poderia comprar-lhe outro tênis, seu pai tinha guardado dinheiro para comprar a Amélia um tênis da marca Griffin, considerado um dos melhores de acordo com o programa de moda alemã que sua mãe tinha visto no ano anterior. Talvez seu pai fosse brigar com ela ou dizer que ela está maluca por não gostar de um tênis tão caro e de marca alemã. Com isto em mente, ela decidiu não falar nada para seu pai, e pensava que no ano seguinte, ele iria lhe comprar um tênis melhor, apesar que tinha medo que seu pai comprasse novamente um tênis que não lhe serviria.
Ela tinha terminado de ajudar seu pai com a bandeira, guardando-a em uma caixa de madeira ao lado da caixa de correio, e em um piscar de olhos seu pai foi para dentro de casa se arrumar para o trabalho e, se conseguisse se arrumar rápido ele conseguiria ver o noticiário da manhã que iria começar as sete e meia da manhã, exatamente a hora em que o hino nacional iria parar de tocar nas televisões e nas rádios. Amélia decide entrar em casa e checar novamente seu material escolar antes da aula, seria a terceira vez que iria fazer isso, já que, de madrugada ela tinha checado duas vezes por não conseguir dormir. Ela conta quantos lápis possui, quantas canetas, até tentou contar quantas folhas tinham em seu livro didático e em seu caderno, mas desistiu quando a contagem chegou a cinquenta e sete e meio, já que ela tinha rasgado uma página do seu caderno no meio para poder desenhar o Capitão Hound e ela juntos em uma aventura longe da sua casa, longe do bairro, longe da escola, longe do Brasil, longe de tudo e todos; Quanto Rúbia viu o desenho, pediu para estar junto com ela, Rúbia admirava os desenhos que Amélia conseguia fazer, ela tinha guardado em casa um desenho de Amélia, sobre uma noite estrelada dentro dos olhos de Rúbia. O desenho com ela, Rúbia e o Capitão Hound estava guardado perto do espelho de seu armário marrom, onde ela poderia ver toda manhã.
Ela escutou o som do jornal sendo jogado contra à porta, ela estava animada para poder ler o quadrinho novo do Capitão Hound, mas sabia que só poderia ler quando seu pai terminasse de ler todas as notícias, o que só acontecia ao anoitecer, mas ela não se importava com isso, porque ela sabia que o Capitão Hound estaria ali a noite para conceder uma proteção vinda do espaço e além. Ela saiu de seu quarto para o corredor, sua mãe ainda não tinha voltado para casa, com certeza a conversa com a vizinha deveria estar muito emocionante, ela pensou consigo mesma. Seu pai veio logo em seguida arrumando uma gravata antiga que ele possuía, com certeza ele só utilizaria a gravata de veludo na hora do hino, ou talvez em alguma outra ocasião importante, como quando sua mãe faria Schnitzel em algum jantar futuro, o pai de Amélia amava Schnitzel, ele abriu a porta da frente e pegou o jornal acenando para alguns vizinhos que estavam na rua, ele logo entrou em casa e guardou o jornal no topo do armário da sala, onde Amélia não alcançava de jeito algum, e ela tinha parado de tentar quando quase quebrou o braço se equilibrando em uma cadeira, querendo mostrar as tirinhas para Rúbia em uma tarde de Sábado. Seu pai então se sentou no sofá da sala e começou a ver o noticiário da manhã, ela se sentou no chão em cima do tapete branco e felpudo para esperar os desenhos as oito da manhã. Ela estava lá em corpo, mas sua mente sempre estava fervendo com novos pensamentos, ela se imaginava comendo novamente um bolo de chocolate de seu avô e vendo o álbum de fotos da vovó, que ela nunca tinha visto por completo, já que sempre começavam a ver tudo novamente toda vez que iam ver as fotos no fim da tarde, e na metade do álbum seu pai sempre chegava para lhe trazer para casa, a vovó sempre tinha histórias novas para contar, mesmo que as fotos eram as mesmas, apesar de Amélia não entender muito bem sobre o que a vovó falava, um tempo em que você não precisava acordar de manhã para cantar o hino, um tempo em que você não tinha toque de recolher, um tempo com o que a vovó chamava de liberdade. O que a vovó queria dizer com liberdade? Amélia nunca tinha visto algo além de sua casa, sua rua, sua escola, a casa de seus avós e o espaço sideral com o Capitão Hound. O pensamento de Amélia foi puxado de novo para o presente quando ela ouviu a televisão dar um alto som do noticiário, e um grito de espanto do papai.
-MINHA NOSSA. Gritou o pai de Amélia.
-Caros telespectadores, é com pesar que anunciamos um ataque terrorista novamente perto da Capital, os terroristas plantaram uma bomba na Praça da Liberdade e acabaram matando dois estudantes da Juventude Hitlerista e um político de alta patente que o nome não será relevado para maior segurança de seus familiares. Estes terroristas são inimigos declarados do Reich e do Brasil Livre, mantenham seus olhos abertos, seus vizinhos podem ser inimigos da nossa nação e da nação alemã, não se esqueçam de denunciar a qualquer autoridade sobre atividades suspeitas ligadas a terrorismo e ligações com tentativas de criar o fim da liberdade de nosso povo e da nossa grande nação. O nosso grande líder Heinrich Hitler II, fará um pronunciamento para a o Reich Alemão devido ao alto número de terroristas nesse ano, este pronunciamento irá ocorrer com intenção de unir a nossa grande nação em uma só causa. O pronunciamento será transmitido as oito da noite, no programa ReichZeit, ou Hora do Reich.Traremos mais notícias sobre o incidente assim que tivermos quaisquer novidades. Voltamos a programação normal. Heil Hitler.
Amélia só tinha visto aquele repórter uma vez na televisão, mas ela sabia que quando ele aparecia não era uma boa notícia, e o seu pai tinha sempre grandes ataques de ansiedade com notícias fortes e alarmantes. Enquanto o repórter falava, imagens da Praça da Liberdade eram mostradas, apesar de Amélia nunca ter visto a praça antes, ela sabia que não era daquele modo que deveria estar, com fogo, ruínas e ambulâncias por todo lado.
-Minha nossa, eu não posso acreditar que ocorreu novamente, deve ser a quinta ou sexta vez que está acontecendo isto. Como isto está acontecendo, como pode estar acontecendo? Meus vizinhos podem ser inimigos? Não só inimigos da nação, mas inimigos da minha liberdade e da minha família. Eu tenho que pensar em algo para me proteger e para proteger minha família. Como... quando, eu, posso fazer algo.... eu teria que, bem, eu posso tentar, não, é impossível... só se eu fizer aquilo, mas não, não posso e nem deveria.Seu pai dizia sem piscar ou respirar, a sua ansiedade estava altíssima.
A mãe de Amélia entra na casa correndo, ela deveria ter visto o mesmo noticiário da casa dos Von Müller. Ela se acalma e respira fundo e nota que seu marido está andando de um lado para outro sem parar.
-Acalme-se Luís, com certeza teremos uma repercussão alta pelo pronunciamento do Führer. Ele vai ajeitar tudo. Nós temos que acreditar na nação. Não podemos perder a cabeça, estamos aqui e juntos iremos passar por qualquer situação.A mãe de Amélia conseguira fazer o marido sentar um instante para respirar.
Amélia não conseguia entender a situação completamente, ela sabia quem era o Führer, mas não entendia como os terroristas agiam, ou porque agiam deste modo, ou quem eram. O repórter havia dito que seus vizinhos poderiam ser inimigos, mas como poderiam? Rúbia era sua amiga para todo mundo, para sempre e adiante. E Arthur era inofensivo, um pouco chato, mas inofensivo sem dúvidas, uma vez ela pisou no sapato dele sem querer e ele que pediu desculpas a Amélia. E no fundo, ela se perguntava se esses ditos “terroristas” iriam gostar do bolo de chocolate do seu avô.

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2018.01.01 15:53 Pedaleiro O CÃO E O TEMPO

A relação entre humanos e cães é tão antiga que os historiadores são incapazes de precisar quando começou. O que se sabe é que eles se aproximaram dos homens por causa da comida e os homens os adotaram para caça e guarda. Foi o primeiro animal a ser domesticado e aquele com o qual conseguimos estabelecer melhor relacionamento. O homem, através dos tempos os modificou e moldou de acordo com suas necessidades e desejos, dando a eles as mais diversas aparências e temperamentos, criando-os para os mais diversos fins, como, por exemplo, companhia e guia.
O cão, por sua vez, aceitou o homem como parte de sua matilha, tendo esse geralmente como chefe, mantendo com ele uma ligação quase mística e dedicando-lhe todo o seu cuidado e carinho. Meu tio, que morava no interior, certa vez veio para a cidade fazer compras, foi atropelado e ficou internado com fraturas múltiplas. Seus cães uivaram sem parar naquela noite. Não tinha sido a primeira noite que meu tio passava na cidade, mas era a primeira em um hospital. Eles sabiam que seu dono estava machucado, não me perguntem como, mas eles sabiam.
Meu bisavô, pai do pai da minha mãe, Zé Rocha, era um velho negro, alto e forte, que não aparentava a idade que tinha. Era silencioso, pouco falava, mas quando abria a boca todos o ouviam e ninguém desobedecia. Seu nome era pronunciado com respeito e sempre cercado de misticismo. Dizem, por exemplo, que ele disse com exatidão o dia em que morreria. Meu bisavô pegou minha bisavó, índia, literalmente a laço, casou com ela e constituiu família. Sempre a respeitou. Quando novo, matou um punhado de homens, atirava bem e manipulava uma faca como ninguém, e quando velho mandou matar mais alguns. Não porque era ruim, apenas havia vivido em outro tempo, onde a lei funcionava de forma diferente e o homem tinha que literalmente lutar pelo que era seu. Quando minha mãe nasceu, meu bisavô a pediu para ele, e meu avô, filho obediente a deu, e por isso ele tinha um carinho especial com ela, e consequentemente comigo. Sempre que eu ia em sua casa ganhavam um bombom, e naquela época, um bombom era uma iguaria rara. E foi ele, meu bisavô, que me deu o meu primeiro cão. Não havia no mundo ninguém melhor para pedir. Minha mãe jamais negaria um presente dado por ele, eu sabia disso, apesar de ter só 5 anos de idade.
Meu bisavô sempre usava botas, calça social e camisa de botão de mangas compridas, e quase sempre um chapéu. Até hoje quando penso nele, a primeira imagem que me vem a cabeça é do velho Zé Rocha chegando em nosso quintal, exatamente desse jeito, montado em um enorme cavalo marrom, que parecia ainda maior por causa do meu pouco tamanho, tirando lá de cima um filhote de cachorro cuja cor mesclava marrom claro com preto e me entregando. O nome dele eu não lembro e onde tirei, mas era Chulim. Toda criança deveria ter um cachorro, especialmente uma como eu, que morava no meio do nada e não tinha contato frequente com outras crianças. Chulim era meu companheirão, colega de brincadeiras e parceiro em explorações pelos pastos afora, mas ele não viveu muito.
Certo dia acordei de manhã sob o som de pessoas conversando alto em minha janela, e quando saí ouvi alguém dizendo que achava que meu cachorro tinha raiva. Eu tinha apenas 7 anos e não lembro quais eram os sintomas de raiva que alegaram que ele tinha, mas eu o vi, estava inegavelmente doente, escondido embaixo da casa, logo abaixo de onde era meu quarto. Lembro claramente da imagem dos olhos dele, brilhando em minha direção, eu não sabia exatamente o que era raiva, mas não achava que ele parecia ter isso. Sei que era de manhã, mas minha lembrança é escura, lembro de alguém falando em pegar a arma para sacrificá-lo, mas não lembro se foi assim que ele morreu. Lembro apenas do Chulim estendido atrás da casa, já morto, de alguém tê-lo virado e de ter saído de sua boca um liquido marrom e espesso. Alguém disse então que ele não tinha raiva, e sim que tinha sido envenenado. Só depois entendi aqueles olhos brilhantes em minha direção, meu amigo estava pedindo minha ajuda, e eu não pude ajudar. Aquele dia entendi o que era a morte, e não gostei dela. Também aprendi um pouco sobre a natureza humana. Chulim me ensinou.
Pouco depois disso eu e meus pais viemos para a cidade, eu passava quase o dia todo preso em um apartamento pequeno, e não pude ter outro cão, mas eu queria um, e queria dar a ele também o nome de Chulim. Fazer como meu tio, que depois de ter um vira-latas com sangue de pastor alemão chamado Duque, que viveu 18 anos, sempre batizava um novo cão com o mesmo nome, sempre na esperança de que esse fosse tão inteligente e companheiro como o primeiro, mas nunca nenhum outro foi. Não como aquele.
Mais de 20 anos se passaram até eu ter outro cachorro. Depois de vir morar com a Marina, e ela começar a cantar a vontade de ter um cãozinho, eu não precisei de muitos argumentos para ser convencido. Como ainda moramos em um apartamento, tinha que ser uma raça pequena, e de preferencia com pelo curto, e apesar de nutrir uma certa antipatia pelo pinscher, foi essa raça que escolhemos. Depois de alguns contatos e ligações, fomos buscar a Tuca, que por mim se chamaria Tux, um filhotinho preto e marrom, de orelhinhas caídas e olhos grandes, que derreteu o coração da Marina assim que a pegou no colo.
A Tuca foi desmamada antes da hora, com 30 dias quando deveriam ser 45. Chegou aqui cheia de vermes, pulgas, carrapatos e diarreia. Senti no que tinha me metido logo na primeira noite sem dormir, porque ela não parava de chorar. Com certeza, apesar de todo o carinho e da cama em forma de sapato na qual ela mal conseguia subir, a noite era a hora em que ela mais sentia falta da mãe. Foram três noites que passei em claro cuidando dela, enquanto a Marina dormia feito uma pedra. Certa manhã a procurei e me assustei por não achar, olhei embaixo de tudo e não entendia como ela tinha desaparecido, até encontrá-la enrolada dentro do cobertor da Marina, peludo feito um urso, em uma parte que havia caído no chão. Aquela noite ela deve ter achado que tinha reencontrado a mãe.
Com muito custo o filhote doente se tornou uma cachorrinha saudável, se antes não entrávamos calçados em casa por conta das doenças que poderíamos trazer, agora o fazíamos para não ter nossos calçados destruídos, e a caminha na qual ela mal conseguia subir sofria sendo rasgada e arrastada pela casa. A Tuca roeu nossos móveis, destruiu diversos sapatos e nosso sofá, ao ponto de eu não querer tê-la mais em casa. Resolvemos dá-la para os outros. Às 18 horas a Marina levou a Tuca de presente para nossa empregada, e às 23 horas fomos buscá-la de volta. Por mais estragos que causasse uma coisa era inegável, a Tuca gosta de nós incondicionalmente, e por isso é impossível não gostar dela. Enquanto estamos em casa, ela não nos larga, pede comida, colo, carinho e atenção, quer sempre brincar ou só ficar deitada ao nosso lado. Quando chegamos em casa, não importa se saímos por apenas 10 minutos, ela repete sempre aquela mesma festa, como se estivéssemos longe por dias, e quando estamos no primeiro andar, aqui no quinto ela já festeja nossa chegada, e com toda a ansiedade do mundo. A Tuca é a prova que o temperamento do cão vem muito mais da forma como é criado do que de fatores genéticos, pois tem instinto de cão de guarda mas balança o rabo (o cotoco) e faz festa para qualquer um que aperte nossa campainha, e pula no colo de qualquer pessoa que nos visita. A Tuca que quando era filhote tinha o cesto de roupa suja como lugar preferido, e que hoje prefere estar sempre em qualquer lugar onde estejamos.. A Tuca que pula na lagoa e nada até nós, mesmo não gostando muito de água. E também a Tuca da qual sempre sentimos saudades quando estamos longe. Assim é o cão, quer sempre estar com seu dono, no calor de uma casa, no frio das ruas, na chuva de uma caçada ou no sol de um passeio. Um amigo fiel a qualquer tempo.
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2015.11.29 00:26 fillingtheblank Relato pessoal de certos absurdos comuns que ouço a respeito do nordeste e que não deveriam ser tão indiferentemente aceitos

Olá amigos e amigas do /Brasil
Ultimamente uma série de experiências pessoais, experimentadas mesmo por mim, se acumularam e sinto a necessidade de falar. Talvez uma reflexão ou um debate possa nascer disso. Se não, pelo menos pus para fora.
Sou nordestino. Meu pai é do interior do Rio Grande do Norte e minha mãe do interior do Maranhão. Eu nasci no Maranhão. Além do português nativo, falo três línguas fluentemente (francês, inglês, espanhol), com certificado internacional para comprovar, e tenho noções avançadas de alemão e japonês. Tenho dois diplomas universitários, sociologia e direito, sendo que o de direito foi numa faculdade internacional que está entre as 30 melhores do mundo pelo T.H.E. ranking. Todos os meus irmãos, todos os meus tio/as e todos os meus primo/as têm educação superior, pelo menos um terço dessas pessoas são bilíngues, algumas são trinlíngues, e todas são nordestinas, embora nenhum dos meus quatro avós tenha terminado a escola (uma avó ingressou num programa de educação para adultos depois de uma certa idade e concluiu a educação). Os meus avós maternos eram agricultores e os meus avós paternos eram feiristas (ou feirantes, se preferirem). Minha mãe chegou a mendigar com os irmãos na infância, embora ela não goste de falar nisso. Isso tudo para dizer não uma humble brag, pois vocês nem me conhecem, mas para estabelecer um primeiro ponto: pobre, e pobre de lascar e analfabeto, não é desprovido da noção da importância da educação. Minha vó materna quando conseguiu um pouco mais de dinheiro na vida e se mudou para a capital do estado pôs, com sacrifício, os filhos numa escola de inglês. Isso na década de 70 e vindo do interior do Maranhão. Tem até uma história engraçada na família que um empresário do interior naquela altura passou a pagar meu tio para ir lá de vez em quando apenas porque ele era o único que conseguia ler os manuais em inglês que o cara comprava para a fábrica dele (ou fazenda, não sei os detalhes dessa história direito).
. Recentemente passei um tempo na região sudeste e ouvi algumas coisas que me impressionaram. Coisas que, tenho certeza, seriam vistas com constrangimento se fossem ditas para uma minoria nos EUA mas que no Brasil é, parece, lugar-comum e não causa uma fração da indignação que deveria causar. Pelo contrário, é dito despretensiosamente e recebido ao redor banalmente. São coisas que me ferem a inteligência e tentam ferir a dignidade. Se você for um amigo do sul ou sudeste do país gostaria que não só pensasse antes de dizer algumas dessas coisas como reprimisse e rechaçasse se alguém ao seu redor dissesse. Eis aqui o relato pessoal de coisas que ouvi e vivi nessa minha passagem pelo sudeste:
. 1) "Você é maranhense/nordestino? Mas você não fala como eles."
. A primeira vez que eu ouvi isso minha reação foi de surpresa. Surpresa porque nasci e cresci no nordeste, filho de ambos pais nordestinos, com minha vasta família e amigos de lá. Não havendo, portanto, quase ninguém ao meu redor que não fosse nascido e crescido no nordeste e que eu aprendi a falar como todas as crianças, absorvendo a fala da comunidade, me surpreendeu o reflexo de pensar que eu pudesse de alguma forma não falar como o meu meio. No início a minha reação foi "Ué, e como falam lá?" seguida de uma embaraçosa tentativa de explicar ou imitar uma fala brasileira que não existe, ou lembre uma caricatura exagerada de falas muito locais, encontradas em alguns bolsões perto da costa colonial (Recife, Maceió, pedaços da Bahia) que estão mais longe de mim do que a Guiana inglesa. Mas aí uma outra pergunta importante se seguia, da minha parte: "Você já foi ao Maranhão?". Resposta em 99% das vezes: "Não." "Mas você tem amigos de lá?" "Não." Então como você sabe como falam as pessoas de lá?
Se eu tivesse ouvido essa expressão uma vez na vida e outra na morte, vá lá, ainda passava como ingenuidade. Mas é algo que ouço com frequência. Já teve uma ocasião que o cara me disse que ele se baseava pelos nordestinos nas novelas. Porto dos Milagres, Auto da Compadecida, Cor do Pecado, Gabriela e assim por diante. Só esqueceu de considerar totalmente que o Marco Palmeira, a Flávia Alessandra, o Selton Mello, a Taís Araújo, a Juliana Paes, o Reynaldo Gianechini, a Maitê Proença são todos do sudeste, e quase todos especificamente do Rio de Janeiro (thanks, Globo). E sim, as esteriotipizações por eles feitas são cringey.
. 2) "Você não tem traços nordestinos/maranhenses."
. Essa é foda. Basicamente, a mesma série de perguntas acima sobre a fala podem e são repetidas aqui. A diferença é que por algumas vezes eu tive a resposta que o fulano ou fulana conhecia maranhenses pelos cortadores de cana ou funcionários de alguma fazenda do interior paulista. Cara, no fundo a pergunta é a seguinte: brasileiro tem uma cara? Carioca tem uma cara? Nordestino tem tanto uma cara quanto cariocas têm uma cara. Essa pergunta é bem "racistinha" (o único racismo que existe no Brasil é o racismozinho, segundo a narrativa autorepetida). o País é muitl-racial de norte a sul embora lógico certas zonas específicas vão ter uma presença maior de uma raça do que outra, mas não há nenhuma zona monolítica. "Iguais" a mim eu conheço milhões; diferentes de mim eu conheço outros tantos milhões.
. 3) "Você fala tão bem para alguém de lá."
. Ai cara, por onde começar... Deveria ser óbvio para qualquer ser com dois neurônios que isso não é algo aceitável de se dizer, mas a experiência me mostra que no nosso país não é o caso. Vamos pensar: o que essa frase implicitamente carrega? O que essa expressão presume? Assume que de acordo com o locutor nordestinos não são seres humanos com a mesma capacidade de falar "direito" ou "tão bem quanto" o resto do Brasil. Precisa explicar por que esse negócio é um absurdo? Por vezes essa frase vem com uma variante. Eu ouvi da boca de uma professora de inglês de uma das escolas mais caras da maior cidade do Brasil que "Meu inglês e minha pronúncia eras muito bons para um nordestino". Ela realmente acha que o sotaque dela e da região dela é que era a pica da galáxia (spoiler alert: não era), como se tivesse uma qualquer naturalidade sonora quando ia na língua de Shakespeare (não tem). De vez em quando aparece um cidadão que me diz que os maranhenses têm o melhor português do Brasil. Falso, e igualmente um preconceito, e eu sempre desalimento. Mas da mesma maneira que combate-se um tem de se combater o outro. Enfim, se eu falo bem ou não, certamente isso tem a ver comigo e não com minha geografia de nascimento. O nordeste tem a mesma qualidade de educação e cultura que o resto do Brasil. O Piauí aparece com frequência no topo de listas com melhores escolas públicas. Não é por aí. E o nosso cérebro é o mesmo, nós somos a mesma espécie (estou dizendo isso em 2015). Minha capacidade de aprender a falar, inclusive em outras línguas, é a mesma da sua e de todo mundo.
. 4) "Lá no Maranhão tem [inserir qualquer coisa básica que tem em qualquer lugar do mundo]?"
. Bicho, não tem nada que tenha aqui que não tenha lá. Certa vez, em uma conversa sobre tecnologia brasileira, eu mencionei a base espacial de Alcântara, no Maranhão, um lugar top e o coração da agência espacial brasileira, e o sujeito - que eu duvido que sabia que isso existia - reagiu assim: "Ha, deve ser do tamanho de uma cozinha". Que engraçado. E sim, isso é um comentário bastante cretino. Sem falar que não é um insulto ao estado, é um insulto ao país. Não sei se ele entende porqué. Ademais, para voltar ao espírito da pergunta, não, eu não vou para a escola ou trabalho de barco nem de cavalo. Eu pego o carro, ligo a rádio ou o smartphone para ver como tá o tránsito e vou pelas avenidas ou de metrô. Certa vez uma pessoa comentou, seríssima, que eu devia ter saudades de andar de cavalo pela praia agora que eu vivia "numa selva de concreto". Cara.... Pessoa.... eu nunca andei de cavalo a não ser em festa de rodeio no interior de São Paulo, eu quase não ia à praia (quando ia, pasmem, ia de carro) e as cidades nordestinas são "selvas de concreto" também. Aliás, infelizmente, podiam ter um pouco mais de espaços verdes como tem São Paulo e Rio. Hoje em dia, eu acho, em cidades como São Paulo e Curitiba há um debate importante sobre qualidade do espaço urbano, qualidade de vida e verde acima do puro desenvolvimentismo, enquanto que no nordeste a mentalidade é quase puramente desenvolvimentista. O negócio nas cidades nordestinas é ter 100 megashoppings com redes de viadutos interconectando todos e condomínios-bairros privados, essa criatura saída do inferno, completos na orla da praia. Quem me dera tivéssemos mais espaços verdes, natureza e praças como no sul e sudeste.
. 5) “Isso é tão baiano.”
. Ou, no caso dos amigos cariocas, tão paraíba. Olha, essa deveria ser fácil de entender. Quando um insulto é literalmente a origem de alguém tem algum problema com o insultador. Eu nunca ouvi na vida um nordestino dizer que algo era muito carioca ou muito paulista como denegrimento, inclusive se estivesse falando de algo tipicamente carioca ou paulista. Uma vez um cara disse para mim “Que óculos baiano, cara”. Não importa que nível de intimidade você acha que tenha com alguém. Na pior das hipóteses, se isso for permissível, diga que achou meus óculos feio, mas essa de usar baiano como insulto é de lascar. E eu não sou da Bahia nem tenho família lá (infelizmente, pois se pudesse morava lá, visto ser o lugar e o povo que mais gosto no Brasil). Ou tãopouco da Paraíba.
. 6) Insultos aos nordestinos numa tentativa de relacioná-los com agendas políticas manipuladas.
. Num jantar recente em São Paulo ouvi uma pessoa dizer uma verdadeira pérola de frase. Que “as pessoas ‘daquela região’ votam como votam porque não são tão bem informadas quanto a gente”. Não, filha, não é por isso. É por uma série de motivos complexos e pessoais que pessoas votam diferente umas das outras,e nenhuma região aliás vota em uníssono. Esse comentário é de um simplismo e de uma babaquice, sem falar também de uma senhora pretensão e complexo de inteligência e informação maior do que a dos outros… Como se cada população não tivesse também meios de informação e pudesse pensar por si. Uma certa camada da população está convencida de que o PT só existe “because Nordeste”. Nas últimas eleições quem tem olhos viu a baixaria que foi contra nordestinos na internet e em outras situações. Em especial, que é o Bolsa-Família que define o voto nordestino. Eita eu queria viver nesse mundo dessa galera, onde tudo é simples, quadrado e preto-e-branco. Um pouco de realidade: o 2º estado do país inteiro com mais beneficiários do bolsa-família é………… São Paulo. E o 4º estado com mais beneficiários do programa é….. Minas. O 3º estado com mais beneficiados é Pernambuco, mas… Aécio Neves perdeu para Dilma em Minas, sua terra natal. Dilma e o PT perderam em Pernambuco (Marina levou). Aécio perdeu também no Rio de Janeiro. O candidato a governador que a Dilma, o Lula e o PT apoiaram no Maranhão perdeu para o candidato da chapa formada pelo PSDB. No Pará também aconteceu exatamente a mesma coisa (sim, não é nordeste, mas é com frequéncia acusado de ser curral eleitoral do PT). Dilma venceu no Rio Grande do Sul. Mas perdeu em três estados da região norte, uma das regiões mais beneficiadas pelo bolsa família, percentualmente, no país. O Maranhão é o estado com a maior proporção percentual de cadastrados no país, e é um sétimo da população. Seria ingênuo crer que o eleitorado está prestando qualquer fidelidade ao PT, tendo-os inclusive rechaçado do governo estadual (e com 65% dos votos, um recorde nacional, pelo candidato da oposição). Posso garantir que há mais militantes do PT no sul do país que no Maranhão. O MST nasceu no Rio Grande do Sul, vale lembrar. Mas isso não digo nem contra o PT, pois discutir política não é o intuito desse post, nem contra o Rio Grande do Sul, estado pelo qual não nutro nada de mal (pelo contrário). Até porque não sou desses hipócritas que existem por aí aos montes (e nesse sub também) que denunciam um comportamento contra seu grupo para fazer o mesmo contra outro grupo; os “anti-preconceitos” seletivos. Nem contra São Paulo nem contra o sudeste este post é. Quero mais é que os povos dessas regiões sejam felizes e prósperos. O que escrevo é, isso sim, contra um comportamento e contra uma mentalidade. É contra uma visão de mundo preto e branca, cheia de simplismos grosseiros e de preconceitos não inocentes. Uma que todos nós deveríamos denunciar. Enfim, o brasileiro vota mal em todo o país. O nordeste não vota “pior” nem mais “mal informado” que o sudeste. Até ontem São Paulo elegia Maluf e Pitta para cargos executivos. Eu até acho que dadas as circunstâncias presentes o nordeste talvez vote um pouco melhor porque no Rio o Gabeira perdeu para o Cabral e em São Paulo não tem crise administrativa nem escândalo político que abale a reeleição do governo estadual; enquanto que no nordeste, onde toda a mídia é controlada por famílias de coronéis, ainda assim o Maranhão tirou os Sarney do poder; a Bahia tirou os Magalhães do poder e Collor perdeu para o governo de Alagoas (que em 89 foi eleito com 60% dos votos em São Paulo). Lembremos disso também. Quase todos os estados do nordeste tiveram mais rotação partidária que os estados do sudeste. No Natal passado, logo após a brigaria das eleições, nos meus grupos de whatsapp com amigos e familiares do Maranhão eu recebi algumas vezes uma dessas imagens-mensagens passadas e repassadas em que a figura dizia “Sabe o que eu tenho vontade de dizer para esse pessoal que insulta o nordeste e que agora vem passar ano novo aqui nas nossas praias!?! … Sejam bem-vindos, esperemos que desfrutem da estadia e queiram voltar.” Essa é uma mentalidade que aprovo. A gente passa rápido notícia ruim mas eis aí brasileiros repassando uma coisa boa, madura.
. Enfim, esse texto já está muito grande. Se alguém chegou até o fim a moral da história é: deixem de preconceitos, o mundo é mais complexo. Larguem e não permitam esse “racismozinho” tipicamente brasileiro. Caguem na cara dos regionalismos. Cada lugar tem pessoas boas e más, inteligentes e burras, mas nenhuma tem números percentuais muito diferentes dos mesmos e a realidade é bem mais complexa que qualquer situação. Aliás, não são só “gente do sudeste” que faz essa merda com “gente do nordeste”. Como alguém que já viajou à Bolívia e a países na África e que sabe o quanto esses países tem desenvolvimento, inteligência, estrutura, lazer, e tudo o que tem no nosso eu fico impressionado com a quantidade de merda e “racismozinho” que eu ouço meus conterrâneos falarem desses povos.
TL;DR: abaixo o “racismozinho” tão aceitável no Brasil. Regionalismo (quando não é apenas piada inocente) é preconceito forte e ignorante, embora largamente aceito no Brasil.
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